Jul23

ARTIGO

Sinceridade? - Parte 2

11 comentários

Não é nada pessoal. Mas tem certas coisas que continuam pipocando aqui na minha cabeça. No post Sinceridade?, levantei a questão do tremendo amadorismo que encontramos por aí - neste caso, concentrado no Orkut. Reitero que não sou super-mega-hiper profissional. Faço alguns freelas bem de vez enquando e dedico meu tempo no PC pra estudar e desenvolver um projeto pessoal (que já foi vendido, aliás).

Não sou o dono da verdade (embora quisesse), e não sou guru do CSS, do HTML, nem de nada. Mas meu trabalho é orientado por um princípio básico: bom senso. E em todos os aspectos: bom senso no design, na programação, no código, na usabilidade e na acessibilidade.

E isso eu não aprendi lendo tutoriais de Dreamweaver, Flash ou mesmo Photoshop. É a velha discussão sobre o cursinho de Web design. Na verdade, o Web design vem do design, não dá pra aprender em cursinhos. Design é arte (update: há controvérsias). No cursinho você só aprende as ferramentas, e não a arte. É por isso que não me considero designer. Apenas desenvolvedor.

Mas tem gente por aí que sai do cursinho e já se acha profissional o suficiente para entrar no mercado de trabalho, oferecendo tudo o que o FrontPage é capaz de criar. Flash, vá lá. Ou até um cê-ésse-ésse-zinho básico, mas nada de código semântico.

Essa parte tão importante é deixada para trás, por gente que não se importa se a produtividade aumenta ou não, se o site fica mais rápido ou não. Utiliza tableless apenas para colocar o selinho da W3C lá em baixo do site, e para cobrar mais caro. “Profissionais” que vêem em tecnologias e maneiras novas de desenvolver apenas pretextos para cobrar mais.

“Profissionais” que apelam para comunidades do tipo “Avaliem meu site”, para saber a opinião de outros “profissionais”. Mas avaliar o quê? O design, o conteúdo, a usabilidade? Não sei responder essa; deixo para quem faz participa ativamente dessas comunidades. Infelizmente deve haver gente competente no meio delas, mas devem ser bem poucos.

A questão aqui não é criticar, nem criticar construtivamente. A questão é que o mercado aceita esse tipo de gente. A questão também é que você não aprende design em cursinho de 40 horas-aula. A questão é que falta bom senso em muita gente, na hora de se entitular “profissional”.

11 comentários

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    felipe tofani comentou em 23/07/2007 às 11:40 pm

    Concordo contigo. O mundo está cheio de micreiros e designers wannabe. O chato é que o mercado aceita isso, pelo menos eu acho que, devido ao baixo custo.

    Você paga mais barato por um site mediocre que nao funciona direito, mas tu pagou barato pelo menos.

    É uma merda.

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    Tiago Celestino comentou em 24/07/2007 às 2:20 am

    Por isso que me enquadro como: trabalho da WEB. :D

    Acho que em todas as ? reas de trabalho tem esses problemas.

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    Darlan Glauber comentou em 24/07/2007 às 5:53 am

    O mercado tá cheio de “Newbie”. Isso é pra todo lado.

    O negócio pra esse tipo de gente é de ganhar grana, pouco se importando se está certo ou não.

    É como eu tinha dito, vender serviço Web é como comprar goiaba na feira. É bonita por fora, mas por dentro, podem haver diversidades.

    Com a Web, mesma coisa.

    *acessa seu site pelo ie7, o menu tá expremido
    =)

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    inelsonrocha comentou em 24/07/2007 às 11:00 am

    Oi Rafael, e um abraço de Portugal!

    Esta questão do amadorismo é um problema, mas olha: as coisas vão melhorar!
    Temos assistido a importantes desenvolvimentos nos últimos anos que me leva a pensar que os “habilidosos” vão começar a ficar pelo caminho… senão veja o florescer das tecnologias mais sérias como o AJAX e o Ruby por exemplo, e com as novas plataformas como a SilverLight a fazer concorrência ao Flash, and so on…
    Para dominar estas novas tendências já não é com 2 ou 3 tutoriais que se faz um “profissional” =)

    Meu conselho: deixa lá isso.. :)
    Não perca tempo com quem não merece.

    Você conhece a anedota “Deixa-os pousar…”?
    É mais ou menos a mesma coisa. lol

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    JulioGreff comentou em 24/07/2007 às 7:39 pm

    Isso é unânime… Todo profissional de verdade, ou pelo menos quem tem bom senso pra admitir que está tentando, sabe que tem muita gente que ganha dinheiro (pouco, mas ganha) fazendo trabalho que até minha irmã de 12 anos faria. Eu mesmo já fiz isso, até que vi trabalhos muito melhores, e resolvi aprender mais. Não tive bom-senso ao fazer meu primeiro site, mas aprendi com o tempo. Felizmente. Não ganho nada com meu trabalho, na minha cidade está cheio de gente assim ganhando dinheiro, e não estou nem aí. Quando o mercado se tocar vai sobrar espaço pra quem é bom, é só uma questão de tempo.

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    Tiago Floriano comentou em 24/07/2007 às 11:04 pm

    mas ah guri! Tu falou tudo o que estava engasgado aqui há um puta tempo e tava querendo postar no meu blog! Tu usou as palavras certas meu caro! Parabéns mesmo pelo post. Se me permite, irei divulga-lo no meu blog. E faço minhas as palavras do Julio também. Grande abraço!

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    [...] e ao mesmo tempo “sincera” de falar neste site. No blog do Rafael Marin, no post Sinceridade? - Parte 2, ele fala sobre os novatos que fazem cursinho de FrontPage, Photoshop, etc e saem achando que já [...]

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    Helder Santana comentou em 26/07/2007 às 12:56 pm

    Para mim o orkut só serve para combinar passeios no fim de semana.

    No Facebook e no Via6 podemos encontrar os verdadeiros desenvolvedores.

    Mudei de domínio Rafael. o/

    Agora meu portfolio é eucrio.com, está em fase de reformulação.

    E o blog é blog.eucrio.com , e finalmente posso usar módulos do apache.

    Abraço.

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    Jader Rubini comentou em 31/07/2007 às 1:17 pm

    Muito bom post, Rafael. Só não concordei com uma coisinha: “Design é arte”.
    Há controvérsias…

    Partindo do princípio que design é um processo pelo qual se planeja, projeta e “constrói” algo, vejo exatamente que design e arte são, de certa forma, opostos.
    Arte é algo mais sensorial, mais abstrato. Não se projeta arte, se faz arte. Um artista é livre pra fazer o que bem entender de sua arte, sem precisar se prender em disciplinas como os designer.
    um designer não pode perder de vista em seus projetos algumas disciplinas como usabilidade, acessibilidade, arquitetura da informação, etc. enquanto os artistas… Felizes são os artistas. :P

    Não sei se consegui ser bem claro, mas acredito que seja por aí. Muitas vezes se confunde design com arte por serem atividade realmente parecidas, uma vez que em ambos os casos se diz “criar uma peça”. Mas as semelhanças terminam por aí. Claro, essa é só a minha opinião, embasada no que venho aprendendo ao longo do tempo… ;)

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    Rafael Marin comentou em 31/07/2007 às 4:23 pm

    Valeu pela tua definição, Jader! Ficou bem claro sim.

    Agora não sei se eu fui claro o suficiente com a minha definição, mas quis dizer que fazer design não é simplesmente dominar as ferramentas. E nem somente dominar as técnicas. Tem algo a mais sim, e não sei se chama-se talento, vocação, dom, sei lá. Além disso, design é proveniente de estudo (disso estou certo), e arte não necessariamente.

    Tem gente que sai de cursinhos de “Web design”, onde aprende apenas as ferramentas, e se nomeia “web designer”. Acho que não é bem por aí…

    =D

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    Jader Rubini comentou em 31/07/2007 às 5:09 pm

    Com isso eu concordo plenamente. :)

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