Categoria Web 2.0

Jul 12

Otimizando aplicações e sites para o iPhone

(Tradução não-oficial, adaptada de Optimizing Web Applications and Content for iPhone, do site Apple Developer Connection)

O Safari no iPhone usa a mesma engine Web Kit do Safari no computador desktop. Com a engine Web Kit do Safari, você pode desenvolver sites 2.0 e aplicações sofisticadas que impressionarão e encantarão os usuários do iPhone. Para criar uma aplicação que brilhe no iPhone e garanta uma ótima experiência de usuário, você vai querer:

  • Entender as capacidades do iPhone;
  • Seguir as práticas de design estabelecidas para a Web;
  • Adotar princípios de design específicos do iPhone.

As diretrizes da página Optimizing Web Applications and Content for iPhone (Otimizando Aplicações Web e Conteúdo para iPhone) ajudarão a preparar conteúdo e design para websites e aplicações baseadas em Web para o iPhone. Se você já é um desenvolvedor web sazonal, provavelmente serão pequenos ajustes que você poderá fazer para garantir que seu site apareça bem e funcione melhor no iPhone. Você precisará ler apenas as diretrizes que são exclusivas para o iPhone. Se você é iniciante em desenvolvimento Web, você deve ter certeza de que conhece padrões Web e as melhores práticas de design estabelecidas, antes de seguir quaisquer diretrizes específicas para iPhone.

O que eu penso sobre isso

Não queria falar sobre iPhone, pois está um bocado distante da nossa realidade. Desenvolver 2.0 já é raro aqui no Brasil, imagine desenvolver sites e serviços específicos para iPhone. Mas como milhares (milhões?) de pessoas já possuem, não podemos perder o espírito de globalização (Internet) que nos une a todos os americanos que compraram o iPhone e acessam sites com a conexão lerda dele.Não traduzi as diretrizes em si, só para exercitar um pouquinho o inglês do pessoal. Ainda lembram o que eu penso sobre desenvolvedores e a língua inglesa?

Jun 01

API’s e mashups

Uma tendência evidente da Web 2.0, além da colaboração do usuário final, é a integração entre os próprios serviços. É bastante comum encontrar sites e serviços on-line que integram-se a outros e assim aumentam suas funcionalidades e quantidade de conteúdo. Tudo isso não seria possível se não fossem as API’s.

Ora bolas, o que são API’s?

A Wikipedia responde claramente:

API, de Application Programming Interface (ou Interface de Programação de Aplicativos) é um conjunto de rotinas e padrões estabelecidos por um software para utilização de suas funcionalidades por programas aplicativos - isto é: programas que não querem envolver-se em detalhes da implementação do software, mas apenas usar seus serviços.

Esse termo não é só empregado na programação desktop, mas também em aplicativos Web. Desta maneira, grandes serviços disponibilizam seus dados - geralmente em dialetos XML - para que estes sejam trabalhados por outros sites.

Mashups: integração ao vivo e se mexendo

Não haveria necessidade de publicar API’s se estas não fossem aproveitadas por alguém. Mashups são aplicações Web híbridas, ou seja, aplicações Web que fundem duas ou mais aplicações gerando uma só. Não necessariamente todos os recursos das aplicações precisam estar presentes, apenas as API’s.

Quer um exemplo? Você vai criar um serviço que mostre um mapa mundial, com a localização física dos dez artistas mais tocados da semana. Então, com a linguagem que você preferir, você insere a API do Google Maps e do Last.fm numa aplicação híbrida (reunindo recursos de dois serviços diferentes) que fará justamente o proposto.

O Boo-box, do Marco Gomes, é um exemplo de serviço que une diversas API’s, como a da Amazon, do Mercado Livre e a do eBay para exibir anúncios (produtos dessas lojas) relacionados com palavras-chave dispostas ao longo de um site.

As possibilidades? Imensas. Arrisco a dizer que mashups são a base, em termos tecnológicos, da Web 2.0. Junto com o AJAX e o código semântico, é claro.

Mais sobre mashups

David Berlind, editor executivo do site ZDNet, fez um vídeo que explica bem este assunto.

Além disso, existem sites como o Webmashup.com que catalogam diversas API’s para quem quer começar a fazer aplicações Web híbridas. Divirta-se ;D

May 31

Era só o que faltava

Pode parecer um absurdo, mas a grande maioria dos internautas brasileiros nunca ouviu falar em feeds. E provavelmente nunca teriam ouvido falar se não fosse uma grande iniciativa do Orkut. Para quem não tem conta lá, sai a bomba: agora o Orkut também lê seus feeds.

Opção de assinar feeds dentro do Orkut

Faltava um grande meio para tornar a popularização do padrão efetiva. Sejamos francos, com exceção de desenvolvedores standardistas e alguns outros profissionais que trabalham com tecnologia, quantos mais profissionais têm o hábito de assinar e ler feeds? Quantos médicos, advogados, comerciantes, tem sua conta no Bloglines ou Google Reader?

A questão do público ignorante

Uns por aí dizem que o povo do Orkut é burro, que Orkut é coisa de brasileiro ignorante. Caso tal hipótese se confirme, a integração do serviço com feeds não dar em nada, mesmo. Algumas hipóteses podem dizer que “se o usuário tem conta no Orkut, provavelmente sua ignorância é tamanha que o impedirá de descobrir mais sobre feeds, quem dirá assiná-los”.

Sei não; se o Orkut pode ser considerado um reflexo da sociedade - OK, nem tanto assim - o seu público é gente de todo tipo: branco, preto, amarelo, azul, burro, inteligente, médico, vendedor, desenvolvedor Web.

Que foi uma boa iniciativa, não se pode negar. Uma maneira eficiente de divulgar o padrão para, no mínimo, cinquenta milhões de pessoas. Só falta saber se a “ignorância” dos usuários do serviço os impedirá de aproveitar esse recurso.

photo Rafael Marin Bortolotto
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