Usabilidade: todos os sites tem que ser “usáveis”?
Algo bastante freqüente no cotidiano de um desenvolvedor (principalmente quando standardista) são as rixas por “besteirinhas” no projeto de um website. Incluimos nessa o Flash, os popups, os frames e navegações totalmente malucas, entre outras. Quem arquiteta a informação, quem projeta a interface de um site geralmente tem uma preocupação enorme com o cumprimento de todas as diretrizes de usabilidade já apontadas por Nielsen, Krug e outros.
Eu, como desenvolvedor e como usuário de Internet sou profundamente grato pelo trabalho que os profissionais de usabilidade têm feito nos últimos 7, 8 anos. Tornar as coisas mais simples é um trabalho árduo, que merece todo o renome que já possui hoje.
Contudo, acho que existem casos e casos, e não é possível generalizar um conjunto de normas que obriguem desenvolvedores a organizar uma página de uma maneira específica, seguindo tais orientações. Claro, muita pesquisa foi feita e sabe-se comprovadamente que sites que precisam vender - ou precisam ser úteis - devem seguir tais recomendações. Mas em certas ocasiões nem tudo é aplicável.
Sites de empresas, orgãos públicos e lojas virtuais devem sim seguir a risca todas as recomendações. É questão de visitas, de usuários, de clientes, de consumidores, de dinheiro a mais entrando no bolso. Uma navegação bem estruturada, com elementos bem dispostos, contribui efetivamente para que o usuário cumpra sua tarefa com o mínimo de esforço, tornando-se um usuário satisfeito e, porque não, um cliente satisfeito.
Porém, da mesma maneira com que um usuário se satisfaz com um website, ele pode sair frustado. E o que é pior, com muito menos esforço e tempo do que você imagina.
Entretanto, recomendações de usabilidade não se aplicam a blogs miguxos, sites artísticos (onde o design e a extravagância são o centro), sites pessoais, e outros do gênero. Se o objetivo não é atrair usuários, e nem oferecer qualquer tipo de serviço, não preocupe-se com isso.
Experiência do usuário tem mais valor para quem investe na Internet. E criar uma conta no Blogger para mostrar aos miguxos as fotos do ídolo não é lá o que se chame de investimento…


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