Categoria Usabilidade

Oct 08

Usabilidade: todos os sites tem que ser “usáveis”?

Algo bastante freqüente no cotidiano de um desenvolvedor (principalmente quando standardista) são as rixas por “besteirinhas” no projeto de um website. Incluimos nessa o Flash, os popups, os frames e navegações totalmente malucas, entre outras. Quem arquiteta a informação, quem projeta a interface de um site geralmente tem uma preocupação enorme com o cumprimento de todas as diretrizes de usabilidade já apontadas por Nielsen, Krug e outros.

Eu, como desenvolvedor e como usuário de Internet sou profundamente grato pelo trabalho que os profissionais de usabilidade têm feito nos últimos 7, 8 anos. Tornar as coisas mais simples é um trabalho árduo, que merece todo o renome que já possui hoje.

Contudo, acho que existem casos e casos, e não é possível generalizar um conjunto de normas que obriguem desenvolvedores a organizar uma página de uma maneira específica, seguindo tais orientações. Claro, muita pesquisa foi feita e sabe-se comprovadamente que sites que precisam vender - ou precisam ser úteis - devem seguir tais recomendações. Mas em certas ocasiões nem tudo é aplicável.

Sites de empresas, orgãos públicos e lojas virtuais devem sim seguir a risca todas as recomendações. É questão de visitas, de usuários, de clientes, de consumidores, de dinheiro a mais entrando no bolso. Uma navegação bem estruturada, com elementos bem dispostos, contribui efetivamente para que o usuário cumpra sua tarefa com o mínimo de esforço, tornando-se um usuário satisfeito e, porque não, um cliente satisfeito.

Porém, da mesma maneira com que um usuário se satisfaz com um website, ele pode sair frustado. E o que é pior, com muito menos esforço e tempo do que você imagina.

Entretanto, recomendações de usabilidade não se aplicam a blogs miguxos, sites artísticos (onde o design e a extravagância são o centro), sites pessoais, e outros do gênero. Se o objetivo não é atrair usuários, e nem oferecer qualquer tipo de serviço, não preocupe-se com isso.

Experiência do usuário tem mais valor para quem investe na Internet. E criar uma conta no Blogger para mostrar aos miguxos as fotos do ídolo não é lá o que se chame de investimento…

May 24

Dez dicas para melhorar a usabilidade do seu site

O objetivo da usabilidade é fazer com que o usuário consiga executar a tarefa que deseja intuitivamente, no menor tempo possível e com um número mínimo de erros. Aplicar os princípios de usabilidade em um site é importante, pois faz diferença entre o usuário executar uma tarefa com sucesso ou ficar bastante frustrado.

Seguem abaixo 10 dicas que podem fazer a diferença e que melhorarão ainda mais a usabilidade do seu site:

Tenha a consciência de que os usuários não sabem nada sobre o site, nem sobre você

O seu site pode ser o melhor da parada, mas tenha certeza de que os visitantes não voltarão se tiverem que decifrar termos complicados e links confusos.

Trate bem os seus links

Eu até escrevi um artigo que fala um pouco sobre a importância dos links para a navegação e usabilidade.

“Ocultar os links no meio dos textos é uma prática bastante comum hoje. Mas empregar a mesma formatação, sem distinguí-los do texto puro, torna-os transparentes: é como se eles nem estivessem lá. Por isso, troque as cores, as fontes, os tamanhos, whatever, mas torne-os diferentes, chamativos. Links estão lá para serem clicados, então eles devem aparecer.”

Somente force os usuários a se registrarem quando necessário

Este é importantíssimo em lojas virtuais. Ofereça a tela de login e registro apenas quando o usuário estiver prestes a concluir alguma operação - como finalização da compra, por exemplo. Antes disto, permita que o cliente possa fazer suas compras sem necessidade de login. Em sites de conteúdo e serviços, deixe uma amostra, um “preview” para que o visitante só assine o conteúdo ou contrate o serviço após experimentá-lo.

Não se esconda!

Este também, importantíssimo! Se você vende algum produto, ou precisa de feedback a respeito do conteúdo do site, não esconda suas informações de contato deixe-as visíveis - leia-se: escancaradas, na tela.

Não radicalize a navegação só para ser diferente dos demais

Mantenha os seus menus navegáveis, seguindo as práticas comuns. Se a intenção é a de “modernizar”, o moderno é o simples. Para a acessibilidade, mantenha os menus acessíveis. Nada de utilizar tecnologias que impeçam a navegação por pessoas incapacitadas ou robots.

Páginas magrinhas, páginas saudáveis

Mantenha suas páginas leves! Não entupa as páginas com gráficos e animações desnecessárias.

Página inicial: a porta de entrada

Você já sabe que a página inicial é a ponte para o resto do site. Então, ela deve destacar as principais atividades do site, e possuir links para, pelo menos, as seções primárias na hierarquia do site. Você já deve ter reparado que geralmente elas são diferentes das páginas internas. Pois é assim que deve ser feito: não deixe-a ficar parecida com as páginas internas.

Não esconda a busca

Se o site possui busca - que aliás é importantíssima - coloque pelo menos um formulário por página. Caso a busca possua limitações, informe-as ao usuário. Não coloque dois formulários de busca em uma mesma página (por exemplo, uma para artigos e outra para fotos).

Texto claro, acima de tudo

Mantenha o seu texto sempre claro e objetivo. Na medida do possível, curto também. Utilize os elementos do (X)HTML, parágrafos, listas, marcadores; eles estão aí pra isso! Caso não seja um site técnico, procure não utilizar jargões específicos da sua área, mas se for necessário, inclua uma breve descrição (em forma de glossário, ou então como preferir).

Teste a usabilidade do seu site

Observe a navegação de alguns usuários, ou então solicite um feedback caso encontrem algum erro ou problema. Se nessa observação muitas pessoas enfrentarem os mesmos problemas, será a hora de revisá-los.

Mar 22

Princípios da boa navegação

“O campo de busca? Coloca onde cabe!” é uma das frases que você deve, impreterivelmente, apagar do seu vocabulário. A era de “fazer caber” já se foi, e de nada adianta ter um site semântico, validado e acessível, se ele peca em um ponto relevantíssimo: na usabilidade (o termo pode ser substituído também por navegabilidade).

Uma boa navegação é essencial - eu diria que é a base - para a experiência do usuário. Através dela um usuário encontra o conteúdo facilmente, ou nunca mais retorna ao site. Que atire a primeira pedra aquele que nunca ficou “andando em círculos” em algum site atrás do conteúdo desejado.

Uma boa navegação resume-se, essencialmente, em seis obrigações, detalhadas a seguir.

O usuário deve sempre saber onde está

Fica difícil navegar sem saber ao certo onde se está. É importante informar ao usuário a sua localização, em nível hierárquico, dentro do site. Um recurso bastante utilizado é o breadcrumb trail, que além de mostrar onde o usuário está - dentro da hierarquia, permite voltar aos itens hierarquicamente superiores.

Destaque os links, o usuário precisa saber que eles existem

Ocultar os links no meio dos textos é uma prática bastante comum hoje. Mas empregar a mesma formatação, sem distinguí-los do texto puro, torna-os transparentes: é como se eles nem estivessem lá. Por isso, troque as cores, as fontes, os tamanhos, whatever, mas torne-os diferentes, chamativos. Links estão lá para serem clicados, então eles devem aparecer.

Os links devem indicar, no texto, para onde vão

É importante que o texto dos links dêem a noção de seu destino. Por isso, evitar ao máximo os tais “leia mais”, “veja mais”, e derivados.

O usuário deve saber por onde já passou

Ressaltar os links já visitados também é importante, pois evita as “voltas em círculo” que falei antes, e faz com que o usuário “filtre” os caminhos que já passou, apontando sempre para novos.
O HTML por si já formata links visitados de maneira diferente, com aquela cor violeta que já nos acostumamos. Caso prefira trocar as cores, faça com que elas sejam diferentes das de links ainda não visitados.

Deixe claro para onde é possível ir

Resumidamente, significa que os usuários devem ter caminhos para continuar a navegação. E como a navegação se dá por links, ele deve ser capaz de encontrá-los facilmente. Enfatizo o que disse no item “Destaque os links, o usuário precisa saber que eles existem”.

Deixar claro o que é necessário fazer para chegar a algum lugar

O usuário deve distinguir facilmente o que é ou não é parte da navegação. Se você tiver que incluir o nome “navegação” - como se estivesse etiquetando-a - junto ? navegação, é sinal de que ela não está clara o suficiente.

photo Rafael Marin Bortolotto
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