Categoria Cotidiano

Feb 29

Diz que até não é… um mau blog

Cara, essa história de memês não acaba nunca. Mas sempre é de bom grado receber recomendações e demonstrações de “admiração”. Dessa vez foi do meu vizinho de cidade Julio Greff. É bom saber que me blog dá pro gasto.

Conforme consta no protocolo, aqui vai o badge-frufru:

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Vou tentar não linkar os mesmo blogs de sempre. Vamos lá:

  1. MacMagazine - Já não é novidade que eu sou o ultra-top-master-Apple-fanboy. E, além de outras fontes estrangeiras, o MacMagazine é o melhor site brasileiro sobre o melhor pedaço da maçã.
  2. The Disney Blog - A Disney é uma fábrica de sonhos. E tem um dedinho do Jobs lá dentro. O Disney Blog é o blog com muita informação sobre os filmes, parques e canais da House of Mouse.
  3. SlashDot - News for nerds, stuff that matters.
  4. Paul’s Tips - O blog com as experiências de Paul, sobre carreira, saúde, relacionamentos, e tudo da vida. Vale a pena ler mesmo.
  5. André Valongueiro - Agora que ele apareceu na Tevê, merece um link. Brincadeira ;D.  Sempre artigos muito bons sobre produtividade, GTD e Web.
  6. Alexandre Formagio - Usabilidade e padrões Web na veia!
  7. Digital Paper Design - Artigos importantes para pessoas como eu, que trabalham com Web, mas que também estão envolvidas no meio da comunicação impressa, tradicional.

OK, blogs indicados. End transmission.

Feb 25

Conciliando produtividade e qualidade de produção

Antes de mais nada: Não, esse artigo não fala da última metodologia de trabalho nem do mais badalado framework de desenvolvimento web. O assunto hoje é sobre a vida real, sobre o nosso heavy duty de cada dia.

Talvez seja falta de organização, e provavelmente é, mas o que ocorre freqüentemente é que ficamos enrolando nosso cliente durante quase todo o prazo, e trabalho que é bom, só quando o gongo está prestes a tocar.

Eu ainda não consegui, por fatores externos, implementar uma metodologia eficiente de desenvolvimento. Para mim mesmo. Eu vejo e sinto na pele que, em muitos casos, posso e devo ser mais produtivo. Em muitas situações a gente acaba reinventando a roda, de novo e de novo.

Já pensei em frameworks, já pensei em controle de versão, já pensei em fazer meu próprio framework. Mas quando se trabalha em equipe, e não se tem autoridade alguma sobre ela, é difícil passar o que se acha certo aos outros pois, enfim, cada um acha que o seu é certo e o dos outros, errado.

Além disso, a equipe só funciona quando ela está nivelada. Por mais que cada um deva fazer sua parte, um tem que saber do serviço doutro. Senão as partes não se unem, e o trabalho não sai. Ou não sai como deveria ter saído.

Isso é sobre padrões Web, sim. Standards são o caminho, a verdade e a vida. Teamwork não existe sem padronização, sem consonância, sem nivelamento. Trata-se de tecnologia. Trata-se do caso de um programador morrer, e do próximo cara que sentar lá entender o que foi escrito.

Sinto falta disso. Não é fácil ter muitos projetos “urgentes” com prazos curtíssimos, estar sozinho no desenvolvimento, sem alguém que saiba o tanto quanto você para que haja troca de conhecimento. O que eu faço - tento fazer - diariamente é o seguinte:

  1. Mais importante, mais cedo. As prioridades são definidas diariamente, e o mais importante deve ser feito antes, logo de manhã, quando você ainda está bem disposto.
  2. Distrações, off. MSN não ajuda você a programar nem a desenvolver. Jamais abra o MSN durante o expediente. Orkut também.
  3. Teve uma idéia genial? Anote para depois. Não interrompa um trabalho para iniciar outro. Tenha em mãos um bloquinho de papel, ou um programa no PC para anotar esses memorandos.
  4. Ergonomia sempre. Cadeira e mouse confortáveis são uma necessidade enorme. Sentar-se corretamente também ajuda a manter você acordado na frente do seu computador.
  5. Faça intervalos periódicos. Descanse alguns minutos entre duas horas de trabalho. Forçar a visão cansa. E intervalos arejam a cabeça e abrem a mente para novas idéias.

Faça o que fizer, teste-se e tente sua própria maneira de ser produtivo e trabalhar com qualidade. Por mais que o ambiente as vezes não colabore. Quem ganha com isso é você mesmo.

Feb 22

Tableless tem que morrer. Jáhhh!

Não foi por falta de aviso. E eu não fui o único. Diego Eis e Elcio Ferreira que me perdoem, mas hoje, 2008, eu concluo que eles foram muito, mas muito infelizes na escolha do nome do site. Não que isso seja culpa deles, pelo contrário. Eles fazem um trabalho que é importantíssimo para a Internet brasileira. São os caras que evangelizam os novos desenvolvedores e que mudam a maneira de pensar dos velhos desenvolvedores.

Mas o termo tableless só tem gerado mais e mais confusões. Já citei exemplos em um artigo anterior, o Maujor também, e o Pedro Rogério também. Pô, já temos provas suficientes de que a palavra tableless mais atrapalha do que ajuda. Felizmente eu aprendi padrões Web do jeito certo, mas muita gente ainda não sabe a diferença entre um site nos padrões e um site sem tabelas.

O recado é curto pois já havia sido dado antes.

Feb 04

Gostei desse tal de Linux

Update: voltei pro Windows pessoal. Eu estava gostando do Linux, mas quando eu fui conectar um segundo monitor o sistema trancou, e quando dei o reboot a interface gráfica não inicializava mais - fiquei apenas na linha de comando. Eu, sem saber o que fazer, acabei por instalar o Windows novamente, pois não estava nada disposto a reinstalar todos os pacotes que eu havia baixado até então. Para que vocês, caros leitores e amigos, não pensem que foi de propósito, saibam que perdi tudo o que eu tinha no HD. Por sorte eu sempre faço backups a cada duas semanas.

Eu já tinha concluido há um tempinho que o meu chão é mesmo programação. Até então, no meu notebook, eu estava quase satisfeito com meu Windows Vista Business autêntico. Mas o servidor MySQL às vezes não iniciava. E alguns outros bugs eram frequentes também. Eis que então conheci um tal de OSX86 Project, que é um projeto de patches para que o Mac OS X rode em computadores PC.

Cá entre nós, não funcionou. Estava prestes a instalar de novo o Windows, quando me lembrei do CD do Ubuntu 7.10 jogado num canto. Já fazem alguns dias, e estou gostando demais. Instalar o PHP, Apache e MySQL foi tão fácil como quem clica Next Next Finish.

O que achei interessante foi que não precisei instalar absolutamente nenhum driver. Nenhum mesmo. Bluetooth, som, vídeo com efeitos incríveis, Wireless, leitor de cartão integrado. Tudo out-of-the-box.

Agora que me acostumei com o terminal, aprendi a instalar pacotes, já estou rodando minhas ferramentas de desenvolvimento, posso dizer que estou feliz com o sistema. Ele tem várias coisas que eu sentia falta no Windows e que tinha no Mac OS X, como quando você conecta um pendrive e um ícone aparece no desktop. Para mim isso fazia falta.

Além disso, eu reparei que a qualidade dos vídeos MPEG é muito maior com os codecs que baixei. E o som então, o volume é bem mais alto. Ainda não senti falta de softwares gráficos específicos (Photoshop e Fireworks), pois não houve necessidade. Talvez mais para a frente eu faça um dual-boot para poder rodá-los.

O Windows Vista estava bom, mas acabou. E estou definitivamente entusiasmado com Linux desta vez. Já fiz várias experiências antes, mas nenhuma foi tão boa quanto esta. Não pretendo mais tirar o Linux do notebook, no máximo um dual-boot.

Para quem trabalha com programação, não tem outra: Linux é o que há. Foi muito, mas muito fácil instalar todos os programas. O Jader bem que tentou me ensinar a instalar o Subversion e o Trac, mas não foi dessa vez. Rodar satisfatoriamente o Ubuntu já foi um grande avanço. Controle de versão pode ficar para uma próxima oportunidade.

Estou chegando a conclusão de que sistema operacional é uma coisa temperamental. Há 2 meses atrás eu era o Windows Vista fanboy, depois voltei pro XP. Logo depois tentei instalar o OS X. Quase que sem querer eu instalei o Ubuntu, e estou gostando demais. Vamos ver quanto tempo dura.

(Ah, valeu Jader e Helder, que me aturaram com tantas perguntas!)

photo Rafael Marin Bortolotto
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