Categoria Cotidiano

Aug 11

É o seu ambiente de trabalho que faz você crescer?

Cem por cento dos nerds - ou quase isso - querem trabalhar no Google. A empresa revigorou o conceito de ambiente corporativo, modelando um estilo de vida. O ambiente descontraído de startup que o Google proporciona aos seus funcionários é deveras atraente, e objeto de desejo de muitos de nós. Convém salientar que isso trouxe grande impacto, ora benéfico, pois influenciou também na organização de outras companhias.

A minha opinião, sempre pessoal, contudo, me fez indagar bastante e ver um grande ponto negativo nessa história. Qual é o verdadeiro agente que acarreta o crescimento profissional? Seriam as paredes coloridas, os M&M’s transbordando grandes tubos de acrílico, as cestas de basquete in-house e o XBOX360 com a televisão de alta definição?

Não me entendam mal, o Google faz produtos incríveis, possui uma filosofia incrível, até por que eu acredito que o Google foi o divisor de águas da Internet.

Mas voltando ao assunto, sonhar é humano, natural e saudável. Otimismo também é sempre importante, mas paremos por um instante, e vamos refletir sobre a realidade. Posso afirmar com absoluta propriedade: clientes não faltam, faltam os bons profissionais. Mas, onde estão esses profissionais? Estariam eles esperando uma chance de ter uma vaga em Mountain View, um carro importado e uma mansão com piscina?

Existe algo, que se chama sonho, e aí está apenas um processo incubatório. Destacar-se-á aquele que, partindo de um sonho, estabelece uma meta, vira noites sem dormir, trabalha aos fins de semana se preciso, vence os espinhos talvez não com total presunção, mas com superação e aprendizagem. E, ao desprender-se da presunção, compartilha seu conhecimento com o mundo, sem medo de que alguém possa tomar o seu lugar.

Alguma mente alheia já parou para pensar que nós também somos responsáveis pelo nosso ambiente de trabalho? Coolness não é status restrito ao Google, minha gente. Nossos relacionamentos, a maneira como vemos o trabalho, nosso amor ao ofício, preparação, prioridades. Tudo isso é parte importante e fundamental ao ambiente de trabalho “2.0″. Amor à camisa, ao trabalho da equipe, à simplicidade e ao usuário. É isso que move o Google. E não o refrigerante grátis.

Admiro muitas empresas, que fazem um magnífico trabalho de design. Mas elas, até hoje, não me trouxeram tudo que eu aprendi, pragmaticamente, onde eu trabalho hoje. Essa convivência, essa aprendizagem apenas por dividir a mesma sala, as grandes empresas gringas não me trouxeram. São uma meta para o meu futuro, mas antes, com pés no chão, dou valor e reconhecimento ao lugar e às pessoas que me ajudam a ser um profissional melhor.

Eu também sonho, faço planos, traço metas e tenho minhas aspirações e pretensões. Mas não tiro o pé do chão até ter certeza de pisar em terreno firme. E é isso que alguns profissionais, erroneamente, fazem no Brasil. Pés pelas mãos, sonhar além da sua capacidade de estabelecer objetivos e cumpri-los, isso é ruim.

Estou começando minha carreira, quero continuar valorizando cada empresa que me acolhe, e tudo assim tem dado certo para mim. As oportunidades têm aparecido sem que eu precise correr atrás delas. Sem afobação, apenas com disciplina, e construindo meu crescimento sem depender de amenidades.

Se este artigo merece algum comentário, não sei. Mas essa é minha contribuição para amenizar minha própria ignorância. Ainda sou bastante jovem, talvez imaturo para falar sobre o que falei, mas reflito um bocado sobre o que ocorre dentro de mim, ao redor de mim e ao redor de onde eu vivo. Isso é importante para mim, pois se não escrevo para vocês, escrevo para mim, para me fazer pensar.

Jul 24

Saldo de livros lidos no primeiro semestre

Eu não sou o tipo de cara que gosta de fazer review de livros. Já fiz algumas resenhas, na época que eu tinha bastante tempo durante o dia para escrever, mas acredito que encontrei uma maneira boa de compartilhar com meus leitores amigos o que eu tenho lido nos últimos tempos. Postar aqui no blog está complicado, meu dia é quase sempre tão corrido, que quando chego em casa não quero saber de blogs, e-mails nem feeds.

Estes acima são os livros que li e que quero compartilhar com você. Não encontrei maneira mais ilustrativa de mostrar vários livros ao mesmo tempo do que em uma prateleirinha que fiz no Fireworks. Fazer resenhas é algo que leva certo tempo, pois gosto também de opinar sobre os temas abordados em cada livro. Você já deve estar imaginando que as estrelinhas são um ranking da minha opinião sobre cada título, certo? Certo. Começando de cima, da esquerda para a direita. Vamos lá?

  • Projeto Gráfico, de Antônio Celso Collaro. Summus Editora
  • Elementos do Estilo Tipográfico, de Robert Bringhurst. Editora Cosacnaify
  • Digital imaging for Photographers, de Adrian Davies e Phil Fennessy. Focal Press
  • Aprenda em 14 dias Fotografia Digital, de Haydenbooks / Rose, Carla. Editora Campus
  • Tipografia Pós-moderna, por João Pedro Jacques. Editora 2AB
  • Homepage Usability: 50 websites deconstructed, de Jakob Nielsen e Marie Tahir. New Riders Press
  • The Elements of Color, de Johannes Itten. Wiley
  • Fotografia Digital sem Mistério, de Altair Hoppe. Editora Photos

Meus critérios de avaliação

Eu gosto muito de ler, e eu sinto bastante diferença entre um livro e outro. Cada autor imprime em sua obra um pouco da sua personalidade, através da maneira com que escreve. Não tenho, com absoluta certeza, autoridade para julgar ou questionar a qualidade das obras lidas. Todas elucidaram questões antes obscuras na minha cabeça, mas os livros avaliados em três e quatro estrelas não despertaram tanto interesse quanto eu imaginava. Sim, trouxeram assuntos importantes e conceituais à tona. Alguns são livros mais antigos, mas tratam daquela base teórica que raramente se altera.

Agora, os livros com cinco estrelas, são dignos de compra. Ainda não comprei nenhum dos três títulos assinalados com cinco estrelas, mas vou providenciar assim que possível. The Elements of Color, Elementos do Estilo Tipográfico e Homepage Usability: 50 Websites Deconstructed são verdadeiras bíblias de conhecimento em suas respectivas áreas, e valem releituras e até mesmo a compra, pois, além de tudo, são escritos pelos grandes gurus da Web e do design.

Estes são os livros que li, e se estão aqui nesta prateleira é por que merecem minha recomendação. São todos livros bons, mas uns são excepcionais. Vale ressaltar, claro, que é minha opinião, pessoal. Se você já leu algum dos livros e não concorda com a minha opinião, use o espaço dos comentários abaixo, ou escreva um post em seu blog e mande um trackback para cá!

Never stop reading, folks!

Apr 29

Minha nossa, a audiência está grande!

Acho que a imagem fala por si, pessoal. Vocês não sabem o quanto sou grato e quanto eu aprendi escrevendo e interagindo com vocês. Ainda estou pensando em uma maneira de recompensar vocês (spoiler: haverá sorteio por aqui). Obrigado pela audiência e pela feedelidade.

Apr 09

Campanhas arrogantes funcionam mesmo?

É, meus velhos amigos, os ossos do nosso ofício são (além do cliente chato e dos prazos quase sempre curtos), infelizmente, as incompatibilidades entre dispositivos e browsers. Não dá para dizer que alguém tem culpa disso, e se tivesse, este alguém já está tomando providências.

Muita gente infelizmente usa software ultrapassado, e não se incomoda com isso. Não é só sobre Internet Explorer 6, não. Muita gente que possui Windows autêntico sequer baixa atualizações. Dura realidade, companheiros. A gigante de Redmond até faz bem em manter compatibilidade retroativa de seus softwares, tendo em vista essa gente que não atualiza nem hardware nem software, mas isso gera um ônus que envolve o mundo inteiro.

Direcionando isso para Web, todos os browsers estão evoluindo bastante, e não se pode desconsiderar as últimas versões do Internet Explorer. Mas no final das contas, sempre sobra para nós, front-side developers. Quem se preocupa com compatibilidade não é o projetista, nem o designer, nem o programador. Somos nós. Sempre foi e sempre será assim, pois trabalhamos para fazer com que design e script se unam e, além de apenas aparecerem, aparecerem corretamente em qualquer circunstância.

Mas a revolução dos standards dos últimos anos leva a abordagens totalmente arrogantes aos antigos browsers, como exibir mensagens exigindo upgrade ou switch do navegador, exigindo determinada resolução de tela, plug-in ou profundidade de cor, et cetera. E, pensando cá com meus botões, onde fica a tal de acessibilidade? Isso também é acessibilidade, meus amigos.

Não é só o cego que precisa de atenção, quando se trata de Web. Nem aquele que possui dificuldades motoras. Internet Explorer 6, Symbian, Windows Mobile, Opera Mini, celulares, geladeiras, máquinas de costura, e tudo mais que se conecte à WWW é foco de acessibilidade.

Tudo bem, talvez não valha a pena adaptar seu site ao Internet Explorer 3, mas aí entram as métricas do seu site que lhe responderão. Eu estou tranqüilo quanto a isso. Testo meu blog em todos os navegadores e versões que aparecem no meu Analytics, em diferentes resoluções de tela. E já testei em alguns celulares também.

Houve tempos em que eu estaria a favor de bloquear meu site para o Internet Explorer, ou despir meu CSS só para provar como o meu site faz sentido mesmo sem visual. Isso qualquer um consegue ver, é só desativar os estilos. Quem usa Internet Explorer talvez não tenha culpa, e sinceramente é bastante contraditório pregar padrões Web em nome de acesso igual para todos e por outro lado participar desses tipos de manifestação.

Se eu tiver feito isso, me perdoem, eu estava fora de mim.

photo Rafael Marin Bortolotto
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