Apr06

ARTIGO

A Internet e o fim das outras mídias

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Depois do lançamento da Revista iMasters, e da discussão que o Bruno Torres iniciou no seu blog, fiquei pensando no tema: será que a Internet é o decreto final ? s outras mídias? Será que em pouco tempo as revistas serão substituídas por versões on-line, assim como com todos os outros meios?

Desenvolver para Web é uma profissão nova, com pouco mais de dez anos de existência. No início, quando a Internet engatinhava ainda, ela trouxe profissionais de diferentes áreas da comunicação para trabalhar: vieram designers gráficos, veio o pessoal da televisão, e também o pessoal da programação.

Cada um desses grupos tinha a sua própria visão do que seria a Web. Os designers gráficos idealizando a Web da mesma maneira com que fazem impressos, os da TV almejando tudo em movimento, e os programadores vendo a Web como um sistema ou coisa parecida. Com o passar dos anos, nós vimos que ela acabou se tornando um pouco de tudo isso.

Mas, mais do que isso, a Web começou a interagir com estes outros meios. Temos revistas com versões on-line, assistimos TV pela Web, e sobre programas on-line não preciso nem falar. Com tanto progresso na Internet, será que o futuro nos reserva a aposentadoria destes meios convencionais de comunicação, focando toda a mídia e informação na própria Internet? Creio que sim.

A Web está se tornando uma maneira de centralizar e organizar informação, tornando fácil encontrar qualquer coisa, com o mínimo de esforço. Além disso, já existe uma infinidade de dispositivos capazes de acessar a Web, em qualquer lugar. Os computadores são só um tipo. Temos telefones celulares, notebooks, PDAs e, como se não bastasse, até geladeiras.

Com toda essa tecnologia nos cercando cada vez mais, e com o barateamento dos custos de acesso, o número de internautas cresce exponecialmente. E com este número cresce a qualidade e quantidade de serviços disponíveis na Web.

Tenho minhas dúvidas ainda no que diz respeito ? substituição total da TV pela versão on-line. Embora iniciativas como o Joost pareçam a solução, vai ser difícil igualar a qualidade das TVs e, mais ainda, das TVs digitais, com conexões ? Web tão lentas.

Jornais e revistas, seus dias estão contados. Só há um porém quanto a este tipo de mídia impressa: ter o material sempre ? mão, a não ser que você vá com o seu notebook ao banheiro para ler as últimas do NY Times. O que restará de material impresso, acredito que serão apenas livros e guias de referência, como manuais técnicos e afins.

So, what about u?

1 comentário

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    Felipe Cepriano comentou em 08/05/2007 às 10:28 pm

    Discordo quando você diz que a qualidade de TVs online como o Joost demorarão para se equiparar a TV “tradicional”.

    Atualmente a qualidade do Joost é a mesma da TV “tradicional”, de baixa resoluação (640×480 pixels). E funciona bem em conexões a partir de 1MB/s.

    Num futuro próximo, com conexões de 4MB/s, tecnologias de compactação de vídeo melhot e mais poder de processamento, não será difícil ter TVs online transmitindo em HDTV.

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