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A credibilidade e os erros de Português

O Walmar Andrade diz que “Erros de português destroem a credibilidade de um site“. Eu vou um pouco mais além: erros de Português destroem a credibilidade de qualquer profissional.

Me lembrei do artigo que o Walmar escreveu sobre isso hoje de manhã. Meu pai possui um imóvel que está prestes a alugar, e fará o contrato de locação com um advogado vizinho. então este entregou-lhe uma ficha para cadastrasse seus dados e também os referentes ao imóvel.

Me apavorei quando li o formulário. O problema não eram os espaços curtos para serem preenchidos, e nem a impressão mal-feita. Achei estranho o fato de um advogado, quase formado, cometer gafes gravíssimas como as que li. A ficha solicitava a profição (sic!) do proprietário do imóvel, o CP (sic!) – que até agora não descobri se era o código postal (que eu obviamente colocaria CEP), ou se era o CPF, este sem o F final.

Pintua (sic!) pode ser um erro de digitação, vá lá. Mas uma revisão antes de imprimir e sair distribuindo por aí seria uma boa pedida.

Vendo esse tipo de coisa eu me pergunto: eu posso confiar um documento tão importante como um contrato para um profissional deste tipo? Talvez até possa, mas depois de pronto já há mais um trabalho: revisar tudo de novo, com extrema cautela. Não para conferir as cláusulas e termos incluídos, mas sim para checar se não faltam acentos, pontos, se ésses não foram trocados por cê-cedilhas, e assim por diante.

Eu já estava até pensando em encaminhar os próximos contratos que eu fizer com os meus clientes para ele, mas isso já foi mais do que o suficiente para mudar a minha opinião. Saber escrever aceitavelmente é obrigatório. O profissional não precisa ter o dom da palavra, pode ser simples e objetivo.

Agora, gafes que nem crianças da sétima série cometeriam – e nem sequer dar-se o trabalho de revisar o texto, ah não! O mercado não precisa de gente assim.

Comentários

  1. Thiago Bohn

    É verdade… Como sei que tenho alguns problemas com o português, sempre reviso o que escrevo. Quando é algo importante deixo passar um tempo e reviso novamente mais tarde para não fazer uma revisão “viciada”.

    O que mais me deixa preocupado são os erros nos livros, num blog tudo bem… Agora num livro!? Isso é o ganha pão deles, teriam que ser os melhores.


  2. Rafael Marin

    Livros, documentos. Tudo tem (ou teria, pelo menos) que passar por uma revisão bastante cautelosa. Imagina entregar um contrato utilizando termos como “presso”, “praso”, e outras aberrações.

    Eu, aqui no blog, tenho um pequeno cuidado com a saúde da nossa língua portuguesa. Quase sempre reviso logo depois de publicar – embora só o faça com artigos extensos. Com artigos mais curtos nem tanto. Algumas vezes até apelo pelo “internetês”, mas isso dificilmente acontece.


  3. Darlan Glauber

    É impressionante como as pessoas fazem gafes.

    Na faculdade mesmo, por colegas de grupo, já me prejudiquei-me por diversas vezes. Mas parece que não se toca ou mesmo não quer aprender o termo certo de cada palavra.

    Talvez, se o ensino no Brasil fosse levado mais a sério, em hipótese nenhuma teríamos isso.

    Além do mais, para um advogado é o “pecado capital” de sua profissão. É disto entre outros, tem pouca remuneração devido a falta de atenção, falta de leitura, falta de vocabulário e revisão de texto.

    Será quantas palavras esse advogado possui em sua carreira, mil, duas mil? Difícil, no mínimo teria que ter cinco mil.

    O bom leitor, se destaca no mercado com o tempo.

    Agora imagina com a Internet, “Ctrl + c – Ctrl + V”.


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