May01

ARTIGO

A credibilidade e os erros de Português

3 comentários

O Walmar Andrade diz que “Erros de português destroem a credibilidade de um site“. Eu vou um pouco mais além: erros de Português destroem a credibilidade de qualquer profissional.

Me lembrei do artigo que o Walmar escreveu sobre isso hoje de manhã. Meu pai possui um imóvel que está prestes a alugar, e fará o contrato de locação com um advogado vizinho. então este entregou-lhe uma ficha para cadastrasse seus dados e também os referentes ao imóvel.

Me apavorei quando li o formulário. O problema não eram os espaços curtos para serem preenchidos, e nem a impressão mal-feita. Achei estranho o fato de um advogado, quase formado, cometer gafes gravíssimas como as que li. A ficha solicitava a profição (sic!) do proprietário do imóvel, o CP (sic!) - que até agora não descobri se era o código postal (que eu obviamente colocaria CEP), ou se era o CPF, este sem o F final.

Pintua (sic!) pode ser um erro de digitação, vá lá. Mas uma revisão antes de imprimir e sair distribuindo por aí seria uma boa pedida.

Vendo esse tipo de coisa eu me pergunto: eu posso confiar um documento tão importante como um contrato para um profissional deste tipo? Talvez até possa, mas depois de pronto já há mais um trabalho: revisar tudo de novo, com extrema cautela. Não para conferir as cláusulas e termos incluídos, mas sim para checar se não faltam acentos, pontos, se ésses não foram trocados por cê-cedilhas, e assim por diante.

Eu já estava até pensando em encaminhar os próximos contratos que eu fizer com os meus clientes para ele, mas isso já foi mais do que o suficiente para mudar a minha opinião. Saber escrever aceitavelmente é obrigatório. O profissional não precisa ter o dom da palavra, pode ser simples e objetivo.

Agora, gafes que nem crianças da sétima série cometeriam - e nem sequer dar-se o trabalho de revisar o texto, ah não! O mercado não precisa de gente assim.

3 comentários

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    Thiago Bohn comentou em 02/05/2007 às 11:14 am

    É verdade… Como sei que tenho alguns problemas com o português, sempre reviso o que escrevo. Quando é algo importante deixo passar um tempo e reviso novamente mais tarde para não fazer uma revisão “viciada”.

    O que mais me deixa preocupado são os erros nos livros, num blog tudo bem… Agora num livro!? Isso é o ganha pão deles, teriam que ser os melhores.

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    Rafael Marin comentou em 02/05/2007 às 7:26 pm

    Livros, documentos. Tudo tem (ou teria, pelo menos) que passar por uma revisão bastante cautelosa. Imagina entregar um contrato utilizando termos como “presso”, “praso”, e outras aberrações.

    Eu, aqui no blog, tenho um pequeno cuidado com a saúde da nossa língua portuguesa. Quase sempre reviso logo depois de publicar - embora só o faça com artigos extensos. Com artigos mais curtos nem tanto. Algumas vezes até apelo pelo “internetês”, mas isso dificilmente acontece.

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    Darlan Glauber comentou em 03/05/2007 às 3:31 pm

    É impressionante como as pessoas fazem gafes.

    Na faculdade mesmo, por colegas de grupo, já me prejudiquei-me por diversas vezes. Mas parece que não se toca ou mesmo não quer aprender o termo certo de cada palavra.

    Talvez, se o ensino no Brasil fosse levado mais a sério, em hipótese nenhuma teríamos isso.

    Além do mais, para um advogado é o “pecado capital” de sua profissão. É disto entre outros, tem pouca remuneração devido a falta de atenção, falta de leitura, falta de vocabulário e revisão de texto.

    Será quantas palavras esse advogado possui em sua carreira, mil, duas mil? Difícil, no mínimo teria que ter cinco mil.

    O bom leitor, se destaca no mercado com o tempo.

    Agora imagina com a Internet, “Ctrl + c - Ctrl + V”.

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