Arquivo March de 2008

Mar 28

Número de assinantes do seu feed com FeedBurner

O Alexandre me pediu como eu faço para exibir o número de assinantes do meu feed ‘queimado’ com o FeedBurner, sem usar o chicklet (a imagenzinha feia Assinantes do feed) que o FeedBurner proporciona. Ao invés de mandar um e-mail, resolvi compartilhar a resposta através de um post, para possíveis futuras referências.

Acontece que o FeedBurner disponibiliza a Awareness API, que serve justamente para acesso dos dados de tráfego do seu feed através de aplicativos que não são do FeedBurner. Para obter tais informações, você deve ativar esta API no menu Publicize > Awareness API, do seu painel de controle do FeedBurner.

A partir de então, você pode ter acesso aos dados do seu feed através do seguinte endereço:

http://api.feedburner.com/awareness/1.0/GetFeedData?uri=seuusuario

Lembrando que você deve substituir seuusuario pelo seu nome de usuário do FeedBurner. Este é o endereço da sua API, e você tem acesso livre a estes dados. Como uso Wordpress, e meu servidor é PHP e suporta a versão 5, utilizando a extensão SimpleXML com duas linhas de código eu consigo retornar o número de assinantes. Veja como é simples.


<?php


$feedburner = simplexml_load_file('http://api.feedburner.com/awareness/1.0/GetFeedData?uri=seuusuario');


echo $feedburner->feed[0]->entry[0]['circulation'];
?>

Com quem usa ASP, eu já não manjo muito e não sei dizer como manipular XML. Se alguém souber, me mande que eu coloco e credito.

Respondido, Alexandre?

Mar 28

Photoshop Express: Flash que presta

Eu e metade da torcida do Corinthians concordamos com veemência com a idéia de que Flash, em termos gerais, é coisa ruim. Deve haver um ótimo motivo para que o seu site seja todo feito em Flash. É um declaração aberta de que você não está nem aí para ranking nas buscas nem para o seu usuário. Mas tudo bem, este não é o assunto hoje.

A novela do Flash é longa, e provavelmente não vai ter um final tão cedo. Contudo, não se pode discordar que, com o lançamento do Flex, mídia rica passou a ter um significado mais conciso. Se há alguem que está fazendo um bom proveito disto, esse alguém é a Adobe. O Buzzword, um processador de texto de verdade (até a pouco o Google Docs era apenas um editor WYSIWYG, pessoal), utiliza a tecnologia Flex e, segundo eles, são mesmo o primeiro processador de textos baseados em Web.

E agora um sneak peek do Photoshop Express foi aberto ao público. Trata-se de uma evolução, e nós somos todos testemunhas. Ou estou enganado? Mostra mais que a ferramenta da Adobe é poderosa - que isso é fato. Mostra que a Web pode sim chegar um pouco mais perto do desktop.

A Adobe levou à Web um conjunto básico de recursos para edição de fotos on-line, tudo di grátis. A versão até agora tem pouca coisa mas já impressiona, pois mostra o poder escondido nessa plataforma.

Falo de Flash e Flex como dois irmãos muito próximos. Sim, são softwares diferentes e - teoricamente - possuem aplicações diferentes (tem gente que parece não saber disso). E não dá para dizer que Flash é um software ruim. Pelo contrário, é muito maduro e em certos propósitos (hipermídia, joguinhos, animação) é um aplicativo essencial.

Mas para a nossa Web, Flash só entra em certos casos. Flex é um exemplo de bom uso. Abertura e menu de navegação são exemplos de mau uso. Não se cria mídia rica só com XHTML e CSS. Javascript contribui e muito nesse caso, e é um bom concorrente ao ActionScript 3 do Flex, até pelo fato de JS e AS terem as mesmas raízes.

Mídia rica, ponto para você. Testem o Photoshop Express e tirem suas próprias conclusões.

Mar 16

Está no ar a 1a edição do CodeCast

logocodecast.gif

Está no ar, pessoal! Depois de algum trabalho, eu e o Julio Greff iniciamos o nosso projeto pessoal: um podcast sobre desenvolvimento Web e tudo o que é relacionado.

O tema da primeira edição é Impressões Iniciais do Início de Carreira. Esperamos o feedback de todos os nossos amigos-leitores. Lembrem-se, hein: somos marinheiros de primeira viagem nessa história de podcast.

Baixe o CodeCast #1 no site do CodeCast, em versão de boa qualidade estéreo e em uma de média qualidade mono.

Mar 07

Vem aí mais um Internet Explorer, que legal

Conheço muita, muita gente - principalmente clientes - que ainda estão felizes navegando na Web usando o Internet Explorer 6. Embora já faça um tempinho, o lançamento do Internet Explorer 7 trouxe dois lados distintos para nós, desenvolvedores Web. Talvez quem não conheça os padrões Web, a maneira correta de desenvolver, não tenha se importado muito. Mas nós, fiéis adeptos dos bons costumes, nos deparamos com mais um incômodo.

Sim, caros amigos leitores, se já não bastassem algumas incompatibilidades com a versão 6, temos hoje também que nos preocupar com correções de bugs para a versão 7. De certa forma, a empresa de Redmont criou uma preocupação a mais para nós, visto que a migração é algo difícil - especialmente levando em consideração que grande parte dos usuários de Internet mal sabem ligar o computador.

Sei que a notícia já é velha, que o IE8 foi anunciado há algum tempo, e que ele até passa no Acid Test 2. Meu site é bem renderizado no Internet Explorer 8 Beta 1, embora possua algumas pequenas falhas.

provadefogo_ie8.gif

Como a Microsoft gosta de criar confusão, não? Vem aí mais um navegador, e mesmo com suporte impecabilíssimo ao CSS, ainda criará problemas de backwards compatibility. Vindo com Standards mode por padrão, boa parte dos sites até então funcionando no IE6 e IE7 provavelmente quebrarão, ou sofrerão pequenas alterações como aconteceu com o meu. Mas ainda é cedo para se preocupar, pois estamos em um estágio Beta.

Atentem para o fato de que sou totalmente a favor da iniciativa da Microsoft em seguir inteiramente as especificações da W3C. Isso é um grande avanço para a Web. Contudo, precisamos acabar de vez com os navegadores antigos, forçando a migração, mesmo que através de atitudes arrogantes. Ainda que existam maneiras de contornar essas incompatibilidades, como CSS hacks, conditional comments, e agora browser version targeting, está na hora de evoluir um pouco e parar de ficar amarrado lá atrás, em 2002.

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photo Rafael Marin Bortolotto
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