Arquivo November de 2007

Nov 26

Descubra sua senha do ENEM

Chegou a época de receber os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio, e com ele veio o desespero de muitos. Não pelo desempenho nas questões objetivas ou na redação, mas pelo fato de boa parte da galera ter esquecido de anotar a senha para acessar o boletim on-line lá, no site do INEP.

Ter o resultado do ENEM é importante, pois em muitas universidades as notas podem ser aproveitadas. Com o caótico congestionamento no site do Exame, a recuperação de senha ficou indisponível por dias.

Eis que então, em 5 minutinhos, eu fiz um script que - utilizando o algoritmo da senha do ENEM - gera a senha de acesso a partir do número de inscrição.

Fiz em 5 minutos, mesmo. Ou até menos. Só agora dei uma embelezada no negócio.

Clique aqui para saber a sua senha do ENEM

O algoritmo e a falcatrua

Na verdade, a senha não é um número randômico, salvo em um banco de dados, e nem usei API nenhuma (até por que o pessoal do governo nem deve saber o que é uma API). O cálculo da senha é feito com base no número da inscrição, que é uma string de 12 caracteres numéricos. E a senha, sendo também uma string numérica de 8 caracteres, é calculada da seguinte maneira (cada item é um dos caracteres da senha):

  •  9 - 9° número da string
  • 10° número da string
  • 9 - 11° número da string
  • 12° número da string
  • 9 - 5° número da string
  • 6° número da string
  • 9 - 7° número da string
  • 8° número da string

Alguém se habilita a fazer o script em Javascript?

Nov 17

Usabilidade na Web, de Jakob Nielsen e Hoa Loranger

Jakob Nielsen e Hoa Loranger - Usabilidade na Web

Para muita gente, usabilidade só serve para deixar os sites quadrados e estáticos. Não é bem assim. Por incrível que pareça, é possível ter certa liberdade no design aplicando as diretrizes já documentadas. O livro Usabilidade na Web: Projetando com websites com qualidade é um marco - pelo menos pra mim - na história da Web, pois além de tudo mostra que conseguimos layouts bonitos e atraentes.

O foco do livro é, basicamente, para empresas que querem fazer negócios através do site, e para os responsáveis pelo projeto desses websites. Comércios eletrônicos, páginas corporativas, enfim. O foco não é o de sites experimentais, miguxos, ou sites que não querem fazer business pela Web.

O que posso dizer é que o livro é bastante exemplificado (com sites reais, de grandes empresas), mostrando os erros mais comuns e os acertos também. Vale a pena comprar, não é tão barato assim (dependendo do conceito de “barato” de cada um). Como um investimento, vale a pena pois agrega muito conhecimento.

Entre as cinco mensagens principais que pude tirar do livro, são elas:

  • Encontrabilidade. Se o usuário não encontrar algo facilmente em seu site, ele achará que não existe e sairá do seu site.
  • Não quebre o botão Voltar. O segundo recurso mais usado na navegação, depois dos cliques, é o botão Voltar.
  • Navegação consistente. O usuário tem direito de saber que ele ainda está no mesmo site.
  • Trate bem o conteúdo. Imagens não fazem com que alguem feche um negócio pela Web, mas o conteúdo.
  • Adapte os textos para a Web. Usuários gostam de textos legíveis e curtos, que transmitam a mensagem sem enrolação. Chamamos isso de webwriting.

Pontos não tão positivos, mas que devem ser levados em consideração:

  • Seu site precisa ser usável? Seu site miguxo não precisa ser usável.
  • Tudo depende. Existem contextos e contextos, e às vezes não vale a pena ser tão radical.
  • Cada site deve ser analisado de maneira diferente. Pela mesma razão de cima: existem contextos diferentes, e objetivos diferentes para cada site.
  • Realidades diferentes. Não construa um website com estatísticas dos Estados Unidos. Cada povo vê as coisas de maneira distinta.

Se quiserem meu conselho, não comecem a fazer Web sem ler um livro de Jakob Nielsen. Seu ponto de vista parece extremista, “quadrado e estático”, mas tudo isso é fruto de pesquisa, e as diretrizes não existem para afrontar os desenvolvedores, mas sim para guiá-los para um projeto que traga retorno efetivo para todos.

Compre o livro na Editora Campus/Elsevier

Nov 14

Só para organizar as coisas

Nota mental (ou então, você verá aqui em breve):

  • Mais sobre microformatos
  • Mais feijão com arroz (incluindo o vídeo-tutorial sobre CSS que prometi)
  • Mais sobre diretrizes básicas de usabilidade

Isso é só para que eu me organize e comece a escrever tudo o que venho prometendo ultimamente. Agora, quando não tiver sobre o que escrever, virei aqui e me lembrarei das pendências.

Fim da nota mental

Nov 12

Impressions on the 12nd Web Design meeting

For many reasons, I decided to write this - just this - post in English. Couldn’t it be better? Not so far. Since it’s been a while that I don’t go to my class, and in order to challenge my so-culturally-polite crowd of readers, here I am to write my impressions in a very common language that, by the way, we all should understand.

The 12nd Web Design meeting was my first experience ever with web-related events. It was so cool, and sort of rewarding, to see so many web workers togheter. I’ve been dealing so naturally with this friendship between far, far away professionals, that I didn’t realize that it could be even better and stronger on our offline lifes.

Also, I’ve been reading many books and articles on usability, interface project and W3C-compliant development that the successful cases showed by the speakers only proved to me that all the bucks I’ve been spending with books are totally worthy. The best part was to meet, face-to-face, the big professionals we have today on Brazil.

Dude, I’ve never thought that brazillian companies could invest so much in usability, neither we have so well-talented usability and IA professionals. Now I have for sure some questions that were still unanswered. I could finally realize that we can’t just follow always the same tough rules and guidelines. Design is there to be flexible, to help people to get things done.

I’m not telling that design is everything on a successful project. But it’s really important and shouldn’t be thrown away only because it doesn’t follow this or that usability guideline. Balance is the secret, I concluded. Usability tests are too. A good website must have a good IA, a well-formed code, an excelent content, a considerable ease to use and, finally, a good design. Those are all the keys you need for your company’s website. This is what I learned.

Congratulations, Arteccom. Congratulations, speakers. Congratulations, sponsors. You’ve made a memorable event on my life and on my career. Thank’s so much. And special thanks to the readers that read this.

photo Rafael Marin Bortolotto
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