Arquivo October de 2007

Oct 29

Mais coisas que tenho aprendido sobre trabalho em agência

Vocês devem ter reparado que já fazem alguns dias que não posto. E não é de propósito. Após quatro intermináveis dias busquei meu computador na assistência técnica. Enfim, são várias novidades. Uma delas é que meu PageRank agora é 4. Não que faça muita diferença, mas já encheu a minha bola por hoje.

As últimas semanas têm sido incríveis para mim. São dias de muito trabalho e principalmente aprendizado. Tanto é que nem postar tenho conseguido (nem aqui nem no Overview - o meu blog semi-pessoal). Durante os últimos tempos as poucas noções de design que eu tinha agora multiplicaram-se. É muito bom ver o trabalho de gente que manda muito. Só olhando a gente aprende.

A gente aprende umas manhas também, por que ninguém consegue (acho que não) ser tão metódico e disciplinado a ponto de não dar uma dribladinha em detalhes que não fazem a diferença (só nestes, hein!). Tem sido muito bom sentar junto e discutir os projetos, levando em consideração diversos pontos de vista. Era algo que eu não conhecia, e que hoje é super interessante para mim.

Mas uma coisa que me intriga, e que até me surpreende, foi o fato de eu descobrir que eu também tenho valor. Algumas empresas (no plural) me procuram nos últimos meses, e eu constatei que o mercado precisa de mais gente, e mais gente melhor. Tento dar meu melhor na agência que estou como daria em qualquer outra empresa que trabalhasse. E os resultados disso não se restringem apenas a aumento de salário.

Passei meses aprendendo e me aprofundando nas áreas de desenvolvimento e usabilidade, e agora chegou a hora de por em prática, e também de conhecer outros valores tão importantes quanto o conhecimento, como a equipe, a produtividade, a simplicidade e o foco.

Não pensem vocês aí que vou me afastar do blog, não sinhô! Pelo contrário, nos meus laboratórios ultra-secretos subterrâneos já está em desenvolvimento o meu site/blog novo. E está muito melhor do que eu mesmo esperava. Só aguardem.

Eu sei que devo uma montanha de links, mas uma hora dessas eu arrumo um tempinho pra isso também. =)

Oct 12

CSS para diagnóstico de marcação incorreta

Em sites cuja administração é feita pelo cliente, fica difícil controlar (evitar) o aparecimento de marcação inválida. Eu que estou trabalhando num CMS feito em padrões Web que o diga. Mesmo por que o cliente sequer sabe (na maioria das vezes) que um site é feito de código, e que supostamente este deve estar correto. Mas quem desenvolve, e sabe como é sofrido criar um site 100% compliant, pode utilizar um recurso que está sendo discutido no 456 Berea Street e no blog do Eric Meyer: o diagnóstico de erros de marcação através de folhas de estilo.

Isso quer dizer que você (ou seu cliente) pode facilmente identificar quando alguma tag está vazia, quando uma imagem não possui atributo alt, e por aí vai. As regras são simples, como no exemplo que segue:


font, center, div[align], p[align], table[align], font[color] {
color : #cd0000;
font-weight : bold;
background : #eecc11 url(images/warning.gif) repeat 0 0;
margin : 10px;
padding : 10px;
border : 2px dashed #cd0000;
font-size : 2em;
}

Os estilos acima colocariam as tags font, center, div com atributo align, p com atributo align, table com atributo align e font com atributo color em negrito, com cor e borda vermelha ao redor, indicando que há alguma marcação imprópria ou incorreta.

Algo mais inteligente é colocar essa marcação junto com a do editor WYSIWYG, ou junto ao site mas apenas para o cliente. Claro que isso não é a solução ideal, como o Roger do 456BereaSt sugere, mas já é um bom hack que ajuda e faz o seu trabalho.

Oct 08

Usabilidade: todos os sites tem que ser “usáveis”?

Algo bastante freqüente no cotidiano de um desenvolvedor (principalmente quando standardista) são as rixas por “besteirinhas” no projeto de um website. Incluimos nessa o Flash, os popups, os frames e navegações totalmente malucas, entre outras. Quem arquiteta a informação, quem projeta a interface de um site geralmente tem uma preocupação enorme com o cumprimento de todas as diretrizes de usabilidade já apontadas por Nielsen, Krug e outros.

Eu, como desenvolvedor e como usuário de Internet sou profundamente grato pelo trabalho que os profissionais de usabilidade têm feito nos últimos 7, 8 anos. Tornar as coisas mais simples é um trabalho árduo, que merece todo o renome que já possui hoje.

Contudo, acho que existem casos e casos, e não é possível generalizar um conjunto de normas que obriguem desenvolvedores a organizar uma página de uma maneira específica, seguindo tais orientações. Claro, muita pesquisa foi feita e sabe-se comprovadamente que sites que precisam vender - ou precisam ser úteis - devem seguir tais recomendações. Mas em certas ocasiões nem tudo é aplicável.

Sites de empresas, orgãos públicos e lojas virtuais devem sim seguir a risca todas as recomendações. É questão de visitas, de usuários, de clientes, de consumidores, de dinheiro a mais entrando no bolso. Uma navegação bem estruturada, com elementos bem dispostos, contribui efetivamente para que o usuário cumpra sua tarefa com o mínimo de esforço, tornando-se um usuário satisfeito e, porque não, um cliente satisfeito.

Porém, da mesma maneira com que um usuário se satisfaz com um website, ele pode sair frustado. E o que é pior, com muito menos esforço e tempo do que você imagina.

Entretanto, recomendações de usabilidade não se aplicam a blogs miguxos, sites artísticos (onde o design e a extravagância são o centro), sites pessoais, e outros do gênero. Se o objetivo não é atrair usuários, e nem oferecer qualquer tipo de serviço, não preocupe-se com isso.

Experiência do usuário tem mais valor para quem investe na Internet. E criar uma conta no Blogger para mostrar aos miguxos as fotos do ídolo não é lá o que se chame de investimento…

photo Rafael Marin Bortolotto
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