Arquivo July de 2007

Jul 19

Sinceridade?

Sério pessoal, eu juro que tentei. Mas não consigo mais. Estou falando das comunidades do tipo “Avalie meu site” no Orkut. É muito amadorismo pro meu gosto. Não que eu seja super profissional, mas aquilo lá é um absurdo.

Layouts ridículos, ainda em tabelas, Flash, Flash, Flash. Alguns até falam em tableless, mas adivinhem: a semântica não passa nem perto. São divs e mais divs, sem lógica nenhuma, sem hierarquia. E dá pra avaliar algo assim? Aliás, avaliar o quê?

Li uma pérola, que os standardistas vão adorar:

O meu objetivo foi criar um site leve e rápido, deixando ele bonito e simples, podendo assim ter meu site acessivel de qualquer navegador, e de qualquer velocidade de convexão. Eu não qro q vcs julguem o código, mas sim o resultado dele!

O site em questão foi feito em tabelas, com 120 linhas em branco no início do código, e o autor ainda chama de “acessível”.

Essa é a tal “concorrência”?

Jul 12

Otimizando aplicações e sites para o iPhone

(Tradução não-oficial, adaptada de Optimizing Web Applications and Content for iPhone, do site Apple Developer Connection)

O Safari no iPhone usa a mesma engine Web Kit do Safari no computador desktop. Com a engine Web Kit do Safari, você pode desenvolver sites 2.0 e aplicações sofisticadas que impressionarão e encantarão os usuários do iPhone. Para criar uma aplicação que brilhe no iPhone e garanta uma ótima experiência de usuário, você vai querer:

  • Entender as capacidades do iPhone;
  • Seguir as práticas de design estabelecidas para a Web;
  • Adotar princípios de design específicos do iPhone.

As diretrizes da página Optimizing Web Applications and Content for iPhone (Otimizando Aplicações Web e Conteúdo para iPhone) ajudarão a preparar conteúdo e design para websites e aplicações baseadas em Web para o iPhone. Se você já é um desenvolvedor web sazonal, provavelmente serão pequenos ajustes que você poderá fazer para garantir que seu site apareça bem e funcione melhor no iPhone. Você precisará ler apenas as diretrizes que são exclusivas para o iPhone. Se você é iniciante em desenvolvimento Web, você deve ter certeza de que conhece padrões Web e as melhores práticas de design estabelecidas, antes de seguir quaisquer diretrizes específicas para iPhone.

O que eu penso sobre isso

Não queria falar sobre iPhone, pois está um bocado distante da nossa realidade. Desenvolver 2.0 já é raro aqui no Brasil, imagine desenvolver sites e serviços específicos para iPhone. Mas como milhares (milhões?) de pessoas já possuem, não podemos perder o espírito de globalização (Internet) que nos une a todos os americanos que compraram o iPhone e acessam sites com a conexão lerda dele.Não traduzi as diretrizes em si, só para exercitar um pouquinho o inglês do pessoal. Ainda lembram o que eu penso sobre desenvolvedores e a língua inglesa?

Jul 08

Qual curso devo fazer pra me tornar um desenvolvedor web?

Nunca tinha sido convidado para memês antes até que, subitamente, três pessoas me convidam. O primeiro memê, sobre concorrência na blogosfera, foi publicado ontem, e o de hoje é sobre a escolha de um curso universitário para quem trabalha com desenvolvimento Web, que o Jader me convidou (ressucitou!).

Antes de tudo, atentem para o fato de que tenho 16 anos, estou no ensino médio e, conseqüentemente, minha experiência com cursos superiores é nula. Então, vou apenas dar a minha opinião sobre o assunto, agregando este assunto ? minha (curtíssima) vida profissional.

Bom, para começar, nada melhor do que um pouco da minha vida. Esse interesse tão grande por Web despertou cedo em mim (11 anos, eu acho, quando ganhei meu primeiro computador). Sempre quis saber como os sites eram feitos, como toda a mágica acontecia. Descobri no buscador (naquela época usava o Cadê) vários sites que ensinavam a fazer sites. Como o profissionalismo naqueles tempos era imenso, nada melhor do que utilizar o FrontPage.

E assim foi: do Paint (sim, comecei no Microsoft Paint) ao Frontpage, passando pelo Dreamweaver, até que conheci os padrões Web, no início do ano passado. Com 14 anos fiz meu primeiro site profissional, foram dois até hoje. Não são feitos dentro dos padrões, pois na época eu ainda não me sentia seguro o suficiente para aplicá-los.

Sempre fui auto-didata, aliás. E tem funcionado bem, pois tenho bastante facilidade na aprendizagem, seja lá do que for. Aprendi HTML e CSS (a melhor dobradinha que existe ;D), PHP, JavaScript, entre outros (XML, etc), além de conceitos de usabilidade e acessibilidade.

Mas só recentemente consegui aplicar toda essa parte técnica, depois de muitas tardes estudando todos aqueles sites que todo mundo aprende através deles.

Hoje, com todo o conhecimento que adquiri, ainda não posso me considerar experiente. Já aprendi que isso só vem com o tempo. Por todo esse tempo aprendi tudo sozinho, e acho que faço o meu trabalho bem feito, mas ainda não cheguei lá.

Nos dias atuais estou trabalhando no desenvolvimento de um produto (falarei mais adiante sobre ele), e de um terceiro projeto sem fins lucrativos que desenvolvi há tempos, e que estou retornando a desenvolvê-lo (também falarei mais adiante, quando for lançado).

Não enrola, Rafael. E sobre as faculdades?

Como disse, ainda não faço faculdade. E estou na dúvida sobre qual escolher. Até semana passada, eu estava convicto do que eu queria: Bacharelado em Tecnologias Digitais, na Universidade de Caxias do Sul. Ta aí a definição do curso:

Objeto de estudo
Utilização e desenvolvimento de tecnologias avançadas em processos de criação interdisciplinar envolvendo Arte, Informática e Comunicação em projetos de produção digital de imagem, vídeo, áudio, computação gráfica, ambientes interativos e hipermidiáticos, jogos eletrônicos, ambientes empresariais, educacionais e cenários eletrônicos.

Campo de atuação
Produtoras de mídias digitais, produtoras de vídeo e áudio, empresas de criação e produção em hipermídia, bureaus de web design e criação artística, indústrias de entretenimento e programação visual em diversas áreas.

O que faz o profissional
O profissional poderá atuar como artista digital, web designer, diretor e produtor de ambientes hipermídia, designer de ambientes interativos, criador e produtor de cenários eletrônicos, designer e controle de interfaces para mídias e ambientes interativos, diretor e produtor de ambientes multimídia, produtor de ambientes sonoros, visuais e híbridos. Ainda como videoartista, artista multimídia, artista interativo.

Me parece um curso bastante técnico (tecnológico), se observado o currículo. Mas de lá para cá, e depois de ler o artigo do Tableless “Faculdade, cursos e conhecimento“, minhas idéias estão mudando de novo. A parte “técnica” eu não preciso aprender de novo, se é que ensinam HTML e CSS na faculdade, ou apenas geram os sites com o HTML exportado do Fireworks.

Então, estou pensando seriamente em cursos que me ajudem a desenvolver outras habilidades, como estudos sociais, de interação homem-máquina, ou mesmo jornalismo, para que eu aprenda a escrever melhor. Áreas de interfaces e usabilidade me interessam muito, mas não sei que cursos existem nessas áreas.

Pretendo também investir em cursos, como os da Visie (não me pagaram nada pra escrever isso). Pois vejo que, para desenvolvimento Web, canudo ? s vezes não agrega nenhum valor. Cursos agregam, desenvolvem as técnicas em menos tempo e de maneira mais produtiva do que num curso superior.

Vamos ver, eu tenho tempo ainda. Até lá, eu continuo aprendendo. Meu próximo objetivo é AJAX, mas o meu “auto-didatismo” não está dando conta (êta bixinho danado esse AJAX). Talvez eu apele para um curso.

Continuação do memê: Pessoal, não sei mais quem convidar. Estão todos convidados, e se alguém postar algo, mande um trackback pra cá.

Jul 07

Existe concorrência na blogosfera?

Já que recebi dois convites dos ilustres Julio Greff e Tiago Floriano (obrigado pelos convites, pessoal), não pude deixar de escrever sobre o tema, que está com uma repercussão assustadora.

Quando comecei meu blog, ainda lá no Wordpress.com grátis, meu intuito era o de transmitir o que eu sabia sobre padrões Web e de aprender mais ainda. De lá para cá, minha experiência no mundo blogueiro tem sido muito, mas muito gratificante.

Fiz amigos em outros blogs e sites, aprendi muito com gente experiente, e com gente nem tão experiente também. Devo ter passado algum conhecimento para alguém, mas o importante mesmo é o que venho aprendendo e compartilhando.

Mudei um monte a minha visão sobre a Internet, sobre como o usuário vê um website, e como interage com ele. Aprendi tecnologias, aprendi conceitos. E em várias fontes diferentes. Não vou citar todos os sites que consultei - e continuo consultando - mas eles estão ali no rodapé (no blogroll) e também na página de referências. Todos foram muito importantes para a construção do meu conhecimento.

Todos eles falam praticamente sobre as mesmas coisas, mas nunca vi esse lado de “concorrência” que alguns vêem. Vejo a blogosfera como um espaço para compartilhar o conhecimento, e não para disputar a audiência dos usuários. A concorrência, basicamente, tem fins financeiros. Empresas concorrem umas com as outras pela freguesia (pelo dinheiro, enfim) do cliente.

Na blogosfera não tem isso. Se dois blogs merecem ser lidos - por mais que falem da mesma coisa, por que não ler os dois? O assunto pode ser o mesmo, mas não os pontos de vista. Não tem custo para o usuário ler um blog, então (teoricamente) não existem limitações que impeçam o usuário de ter acesso a dois blogs parecidos.

Concorrência não faz parte do espírito blogueiro. Cooperação faz, mas tem gente que esquece. Esses eu não considero integrantes da blogosfera.

E os próximos convocados são:

photo Rafael Marin Bortolotto
RafaelMarin.net
rafael arroba rafaelmarin.net
Rua Antonio Rossato, 223
Caxias do Sul , RS , 95013-090 Brazil
Latitude: -29.160758, Longitude: -51.197619
+55 54 3211.3159