Arquivo July de 2007

Jul 28

Introdução a linguagens de marcação

Para quem está começando a aprender sobre o desenvolvimento dentro dos padrões Web, é fundamental entender o HTML, que é a linguagem básica de marcação. Mas, o que são linguagens de marcação?

Linguagens de marcação

Linguagens de marcação são linguagens que combinam texto com informações sobre ele. Estas informações podem se referir tanto ? estutura do texto quanto a sua apresentação. Assim, as marcações são divididas, basicamente, em três classes: as marcações apresentacionais, procedimentais e descritivas.

Marcações apresentacionais

Marcações apresentacionais são aquelas onde a estrutura do documento e sua apresentação são definidas, através de comandos que não vemos e que são embutidos ao longo do texto. É o que processadores de texto (como o Microsoft Office Word) fazem. Eles inserem códigos no meio do texto dizendo “a partir daqui é negrito”, “a partir daqui é fonte 12, centralizado”, e assim por diante.

Como eu disse, são usados em sistemas que escondem a marcação do código do usuário, deixando apenas para ele o resultado.

Marcações procedimentais

As marcações procedimentais também têm foco na apresentação, mas as marcações podem ser vistas e editadas pelo usuário. E em seguida, são interpretadas na ordem em que foram escritas. Um bom exemplo é o sistema de tipografia TeX, usado por matemáticos para criar fórmulas e símbolos matemáticos de maneira elegante.

Marcações descritivas

Também conhecidas como marcações semânticas. E é aqui que você, desenvolvedor Web, entra. São as marcações que aplicam “etiquetas” aos fragmentos de texto, que não necessariamente implicam em mudanças visuais nestes fragmentos. São chamadas marcações semânticas pois, na maioria dos casos, elas marcam o texto de acordo com que este significa.

Além disso, em linguagens de marcação como o HTML, podem co-existir duas classes de marcação. Por exemplo: marcações como <b> e <i> são procedimentais, pois são basicamente visuais. Já marcações como <a> são descritivas, pois elas tem um valor semântico e/ou funcional dentro do documento além de ser texto plano.

SGML

SGML (Linguagem Padrão de Marcação Geral), é a linguagem de marcação padrão, que oferece várias sintaxes de marcação, que podem ser utilizadas em diversas aplicações. As mais conhecidas (e as que você mais irá utilizar) são o HTML e o XML, que utilizam a sintaxe padrão do SGML.

<elemento atributo=”valor”>

Em diversos casos, você pode utilizar <elemento>marcações dentro </elemento> de outras marcações.

</elemento>

Próxima etapa…

Agora que você já sabe o que são, como se classificam, e ainda a sintaxe básica do HTML, está na hora de conhecer quais os elementos e atributos permitidos no HTML. Mas isso é tema para um próximo post. Até lá!

Jul 27

AJAX é bom, mas na hora certa

Depois que a hype feita em torno do AJAX passou (será que passou mesmo?), essa modinha acabou criando mais confusão na cabeça de alguns desenvolvedores. Não que seja culpa deles, mas vêm acontecendo coisas muito similares as que aconteciam no tempo que o Flash estourou.

Sites inteiros eram - sim, continuam sendo - desenvolvidos em Flash. Indexação não importava, acessibilidade não importava. Os efeitinhos sim. Mas isso não vem ao caso. O que venho pedir agora é um pouco de bom senso no uso de AJAX. Sim, eu sei que ele faz maravilhas. Mas acredito que o AJAX tem lugar e hora para ser útil.

O que eu quero dizer com isso?

Quero dizer que AJAX pode ser tudo de bom, pode fazer maravilhas, efeitos tão mirabolantes quantos os do Flash, mas há certas ocasiões em que ele não é necessário. Um exemplo? Citá-lo-ei com prazer.

Se você tem um site com topo, menu lateral e o conteúdo, AJAX ajudará em que? Afinal, nós temos algo muito mais antigo e útil do que AJAX nesta situação: o elemento a. Se o seu site não precisa se comportar como uma aplicação Web, por que você o faria?

AJAX é ótimo quando o seu site precisa se comportar com resposta tão boa quanto a de um aplicativo desktop. Me refiro aos formulários, buscas, carrinhos de compra e por aí vai. Isso traz uma interatividade útil para o seu site, pois permite que a pessoa interaja de maneira mais rápida com o seu site.

Mas se o seu site é estático, e não possui nada que pareça ou se comporte como uma aplicação, definitivamente não precisa de AJAX. Para ligar páginas, novamente, existe o elemento a.

Jul 23

Sinceridade? - Parte 2

Não é nada pessoal. Mas tem certas coisas que continuam pipocando aqui na minha cabeça. No post Sinceridade?, levantei a questão do tremendo amadorismo que encontramos por aí - neste caso, concentrado no Orkut. Reitero que não sou super-mega-hiper profissional. Faço alguns freelas bem de vez enquando e dedico meu tempo no PC pra estudar e desenvolver um projeto pessoal (que já foi vendido, aliás).

Não sou o dono da verdade (embora quisesse), e não sou guru do CSS, do HTML, nem de nada. Mas meu trabalho é orientado por um princípio básico: bom senso. E em todos os aspectos: bom senso no design, na programação, no código, na usabilidade e na acessibilidade.

E isso eu não aprendi lendo tutoriais de Dreamweaver, Flash ou mesmo Photoshop. É a velha discussão sobre o cursinho de Web design. Na verdade, o Web design vem do design, não dá pra aprender em cursinhos. Design é arte (update: há controvérsias). No cursinho você só aprende as ferramentas, e não a arte. É por isso que não me considero designer. Apenas desenvolvedor.

Mas tem gente por aí que sai do cursinho e já se acha profissional o suficiente para entrar no mercado de trabalho, oferecendo tudo o que o FrontPage é capaz de criar. Flash, vá lá. Ou até um cê-ésse-ésse-zinho básico, mas nada de código semântico.

Essa parte tão importante é deixada para trás, por gente que não se importa se a produtividade aumenta ou não, se o site fica mais rápido ou não. Utiliza tableless apenas para colocar o selinho da W3C lá em baixo do site, e para cobrar mais caro. “Profissionais” que vêem em tecnologias e maneiras novas de desenvolver apenas pretextos para cobrar mais.

“Profissionais” que apelam para comunidades do tipo “Avaliem meu site”, para saber a opinião de outros “profissionais”. Mas avaliar o quê? O design, o conteúdo, a usabilidade? Não sei responder essa; deixo para quem faz participa ativamente dessas comunidades. Infelizmente deve haver gente competente no meio delas, mas devem ser bem poucos.

A questão aqui não é criticar, nem criticar construtivamente. A questão é que o mercado aceita esse tipo de gente. A questão também é que você não aprende design em cursinho de 40 horas-aula. A questão é que falta bom senso em muita gente, na hora de se entitular “profissional”.

Jul 21

Obrigado, pessoal

Acordei e fiquei muito feliz quando vi o blog. São 50 leitores do feed. Muito obrigado mesmo pro pessoal que assina o feed, e pra todos os que vêm acessando e comentando aqui no blog. É esse o estímulo que eu preciso para continuar escrevendo. Obrigado novamente!

photo Rafael Marin Bortolotto
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